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domingo, 31 de julho de 2016

Cópia autenticada #3


Peças jeans são normalmente as mais democráticas dos nossos armários, fica bem com tudo. Quando estou com preguiça de pensar e quero alguma produção que funcione, não me resta dúvida: me visto inteira de jeans. Foi o que fiz no final de semana passado pra passear com o boy pela cidade. Fomos tirar essas fotos num bairro histórico/alternativo daqui, o meu favorito por sinal, a Ribeira. Aí copiei direitinho a bolsa azul, cabelo preso e óculos espelhado. Fiquei devendo a sapatilha laranja, que eu até tenho, mas não está no meu armário-cápsula e a jaqueta jeans na cintura. #sóri  








Besos,

Jessy.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Desejos da semana ~ "Vida FIT"

Passada a TPM infernal do mês, meu humor volta ao normal e enfim pude viver minha semana sem precisar ficar em observação num hospício. Eu sou muito de fases e agora estou ingressando numa de querer ser um pouco mais fitness. Já tive essa antes mas, como toda fase, passou. kkkkkk :D Voltei a ir pra academia há quase 2 meses, depois de me sentir muito exausta nas aulas de ballet e não aguentar fazê-las até o final. Parece fácil, mas está longe de ser. Pedi ao professor inicialmente um treino de força pra me ajudar nas sustentações que não estava conseguindo fazer direito. Ainda não sei se consigo, na verdade, porque estou de férias e as aulas do ballet só voltam semana que vem. Estou ansiosa pra ver como me saio. Então, todo esse blá blá blá é pra dizer que a maioria dos desejos da semana é voltada para esse nicho específico que não envolve só estética, mas também saúde.

Fonte: Pinterest.


1 ~ Brigadeiro Fitness


Meu paladar é doce, tenho desejos de comer doce constantemente, e principalmente depois do almoço. Preciso desenvolver alguma receita que me satisfaça nesse quesito sem dar aquela velha escapulida da dieta.

2 ~ Receitas saudáveis


Num geral, eu já me alimento bem, claro. Sou formada em nutrição e, embora não atue na área, minha consciência não me deixa comer qualquer porcaria fora de hora. No entanto, preciso aprender a fazer novas receitas porque ando enjoada de sempre comer a mesma coisa. 

3 ~ Essa falta de pança


Thabata Chang é a dona do corpo mais cobiçado do momento, seguir esse cerumano no instagram é uma boa estratégia nos dias de preguiça de ir pra academia. Que barriga é essa? :~ 

Fonte: Pinterest.


4 ~ Clarear o cabelo


Já tive cabelo loiro recentemente, mas num retoque deu uma merda e eu corri pra escurecer de novo. Mais uma decisão precipitada pra conta. :D Quero voltar em breve.


5 ~ Oxford plataforma prateado


Amo muito esse modelo de sapato, é fashionista e futurista, tem um quê de esquisito, mas me conquistou. KIRIA, mas só poderei comprar daqui a 151 dias e é claro que, depois de quase uma vida inteira, não vou querer mais. :D


6 ~ Pôr do sol no mar


Esse desejo é simples e eu vou realizar nesse final de semana, certamente. Poucas coisas na vida são melhores que ficar o dia que nem uma foca encalhada no mar e vendo o sol indo embora. :D Me sinto outra!


Besos,

Jessy,

domingo, 24 de julho de 2016

Cópia autenticada #2

Quando eu era pequena, minha irmã, 7 anos mais velha, era minha referência de tudo. Queria ter tudo igual a ela, os cabelos principalmente, porque enquanto eu acordava bem Elba Ramalho, ela acordava princesa (ainda bem que inventaram a chapinha). Se ela prendesse o cabelo num rabo alto, eu pedia pra fazerem igual em mim, acho até que se ela usasse clogs (modinha que eu nunca consegui gostar), eu usaria também. Ela foi a primeira pessoa que eu quis copiar, agora estamos aqui copiando os outros. hahaha :D

Na adolescência as coisas foram mudando, ela passou por um período de negação fashion e eu, de ousadia fashion! Enquanto ela usava camisetas gigantes de propaganda com calça jeans, tênis vermelho e cabelo amarrado, eu usava saias de tule, all star de todas as cores, meia calça, camisetas e pulseiras de spike denotando toda minha rebeldia. Lembro que fui assim pra formatura dela e o resultado foi obviamente catastrófico: atraí muitos olhares e um fotógrafo queria me fotografar o tempo inteiro, socorro! kkkkk Perdi a maioria das fotos desse dia, ainda bem.

Depois, tudo mudou, mais uma vez. Os períodos de desleixo total e de ousadia total foram superados e, com o acesso à moda cada vez mais democrático em função do BOOOM dos blogs desse segmento, nosso estilo foi sendo, digamos, lapidado. kkkkkk Eu apresentei alguns blogs a ela, porque nessa época eu era mais antenada (isso já mudou de novo, kkkk), e ela aprendeu direitinho o que ensinavam, passou a seguir tendências e fazer combinações mais interessantes. Hoje ela tem um guarda-roupas cheio de peças bacanas e a cada vez que ela vem aqui, aproveito pra usar algumas, temos sorte de usar o mesmo número em quase tudo. Fato é que hoje ela voltou a ser minha referência e é por isso que ela está aqui, estreando como convidada dessa coluna. 

Ah, antes eu preciso dizer que hoje em dia ela mora em Curitiba e os looks dela serão completamente diferentes dos meus por causa da diferença de clima, o que é ótimo porque vai trazer mais diversidade por aqui. Agora vamos ver o que ela tentou copiar. :D



Adorei a combinação, é básica, mas não sem graça. Acho que a parka, que é a chave do look, deu à produção um ar mais "trend". Gostei da substituição do scarpin pela botinha, foi uma decisão apropriada já que ela tinha ido bater as canelas no shopping. :D 

 Selfie de elevador, porque nessa tem a bolsa.




É isso, mais uma cópia efetuada com sucesso.

Besos,

Jessy.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Recortes do FDS #1: 3 lugares para ir em Natal/RN

Não costumo escrever sobre o que faço ou deixo de fazer aos finais de semana porque ultimamente não mudam muito, diferentemente de 2015, estou numa fase bem caseira nesse 2016. São 3 os motivos que me fazem preferir ficar em casa do que me aventurar nas baladinhas e saidinhas aleatórias:
1 ~ Minha rotina de estudos;
2 ~ Mudanças de humor que me fazem desistir de programações existentes (sim, quem nunca?);
3 ~ Poucos dinheiros. :B

No entanto, nesse final de semana, resolvemos sair da rotina e conhecer alguns lugares. Eu adoro conhecer lugares novos, descobrir coisas legais pra sair da mesmice, sabe? Tinha esquecido como era bom e, coincidência ou não, depois dessa desopilada, me senti mais motivada pra estudar e tenho conseguido bater a minha meta certinho! UPI! Certamente vou fazer mais vezes. Bom, vamos ao que interessa. Conheci três lugares novos, bem diferentes entre si porque não somos obrigados a seguir padrões (kkkk), e já não vejo a hora de voltar em cada um. 

Bar do Dedé


Sim, vamos começar pelo bar! Esse bar é nada mais nada menos que um boteco conhecido por ter a melhor coxinha da cidade. O local é muito simples e parece ser bem tradicional, daqueles que têm clientes fiéis, sabe? Ninguém dá nada pelo lugar, foi uma surpresa muito boa e a coxinha é realmente excepcional, simples e sem invenção, lembra as da escola na época em que não economizavam "flango". As coxinhas começam a sair em torno das 16:30h e tem cerveja boa por lá, pra quem não aguenta mais tomar "gela".

 Água com gás e limão pra mim, cerveja pra ele. As coxinhas não parecem tão boas na foto, mas são! hehe :B 


Bocaditos


Eu, miacabano na torta e o boy pediu cupcake de churros e um expresso. 

Já tinha ouvido falar e visto fotos no instagram, essas docerias sempre fazem uma propaganda forte nas redes (confesso que já parei de seguir algumas por falta de autocontrole) e já tinha babado algumas vezes vendo as fotos dos doces de lá. Eu amo tortas, bolos e sobremesas em geral e a torta de ninho com morango de lá é uma delícia. A massa é levinha, parece nuvem, não enche tanto e não enjoa. Não é daquelas que dá pra dividir com outra pessoa, sabe? Não, não... o "cerumano" come e ainda acha que comeria mais. E comeria. Outro forte de lá são os cupcakes, eles ofertam uma boa variedade de sabores. Nada de muito exótico ou extraordinário, são certeiros e vendem os que funcionam, mas já dá pra uma pessoa indecisa que nem eu ficar atrapalhando a fila parada na frente da vitrine sem saber qual escolher. Falando em fila, lá estava cheio. Não tinha mais lugar pra sentar dentro porque o local é minúsculo e 6 pessoas já são suficientes pra deixá-lo lotado. Têm mesas na parte de fora, foi onde fiquei, mas as cadeiras estavam molhadas porque no dia que eu fui tinha acabado de chover. Apesar desse aperto, o lugar é uma gracinha. Acho até que o fato de ele ser pequeno o deixa mais especial. Dá aquela sensação de se a coisa de "difícil acesso" então é boa, sabe? E realmente é. :P


Mormaço


Que lugar mais incrível. Decoração linda, vintage com elementos "da roça", iluminação alternativa com luzinhas pequenas, telhado de plantas e semi aberto (não dá pra ir em dia chuvoso). O cardápio oferece petiscos, sanduíches e pizza, coisas não muito rebuscadas, pra combinar com o clima descontraído e jovial do local. Fomos no domingo e tinha música ao vivo, era um cara fazendo voz e violão com um repertório riquíssimo pra ninguém botar defeito. A comida é uma delícia, sério, me impressionei. Pedimos um combo de 3 escondidinhos de sabores diferentes (shitake, camarão e carne de sol) pra provar um a um, e um sanduíche de camarão delicioso. Estava tudo maravilhoso, saí encantada com o lugar e fico com água na boca só de lembrar daquele sanduba. :P Virou um dos meus lugares favoritos pra ir à noite, quem gosta de se aventurar por lugares não-tradicionais, é uma excelente opção.

Bons drinks + comida delícia = só felicidade.



Besos,

Jessy.

domingo, 17 de julho de 2016

Cópia autenticada #1

Estou sem celular ainda, o instagram ainda está às moscas e não tenho previsão de quando terei outro. A assistência ainda não me deu nenhuma resposta e, por enquanto, sigo sem nenhuma comunicação. E aí a boa notícia: acreditam que nem tô mais sofrendo? Em menos de uma semana já estou bem mais adaptada a essa nova vida, óbvio que sinto falta das redes e de falar com os migos, mas decidi que não vou tomar nenhuma decisão precipitada e continuarei esperando pacientemente o posicionamento da assistência, para então resolver o melhor a se fazer, já que esperar não é mais um martírio. 

Ontem aluguei o boy e fizemos umas fotos pra inaugurar logo a coluna que tinha comentado no post do novo armário-cápsula. É importante avisar que os meus looks não vão ficar exatamente iguais aos das minhas inspirações por motivos de o armário ser bem reduzido/limitado. Como o desafio é não sair da cápsula, é fácil perceber que cada look não vai sair tão igualzinho e sempre vai ter um sapatinho diferente, um estilo de peça que eu não vou ter, etc.. Mas, no fundo, no fundo, vai dar pra sentir a inspiração. hehehe Dito isso, vamos à primeira cópia!



Eu adorei essa mistura de jardineira camelo com cropped listrado, assim que bati o olho lembrei que poderia tentar algo parecido e até que ficou, vai. Comprei recentemente esse macaquinho e estou muito apaixonadinha. Adoro o tecido dele meio de camurcinha, a cor (virou uma das favoritas) e também o fato de ele ser shortinhos e me dar maior liberdade na vida. :D O que mudei mesmo foi a bolsa, porque adoro misturar estampas (listra + oncinha) e, claro que não ia perder a oportunidade; e a sandália porque estou numa fase total conforto e ando optando por usar sapatos sem salto, quase sempre.  Achei que ficou gracinha o look, excelente pra passear numa tarde de sábado tranquila. :)





E aí, curtiram? :B

Besos,

Jessy.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Offline

É, off. Quase como estar sem um pé. Desenvolvendo alguns transtornos psicológicos como ansiedade e inquietude, mas o primeiro mesmo foi o pânico, assim que saí da assistência técnica e percebi que só sabia um número decorado (da minha mãe) e que se, por acaso, acontecesse algum desastre eu nem teria como ligar. Foi aí me dei conta de algo que, até o momento, ainda não tinha percebido: desenvolvi a pior relação de dependência emocional da vida e foi com o meu celular.

Depois vieram indagações que me deixaram verdadeiramente assombrada: Que dia foi que eu fiquei tão dependente dessas conexões desconectadas de hoje em dia? E se além do celular eu ficasse sem internet em casa e não pudesse mais estabelecer contato instantâneo com ninguém, o que sobraria? É bizarro pensar nisso. Eu ainda estou em choque com todas essas descobertas sobre mim porque a verdade é que não me achava tão excessivamente viciada em celular como várias pessoas que vejo por aí. Eu interajo com as pessoas quando as encontro, não lembro quase nunca de gravar snapchat nos lugares e sou dessas que cobram atenção e mandam o povo guardar o celular quando estão exagerando demais, sabe? Fora isso, eu não tenho facebook há mais de dois anos e nem lembro de ter sentido falta dele. Logo eu que vivo falando que odeio excessos estou chateadinha com o rapaz da assistência técnica que ainda não ligou (no cel da minha mãe) pra dar o resultado da avaliação? Poxa vida, quanta incoerência. 

Até agora são apenas 35h sem celular e a vida é outra. Parece que o relógio voltou ao normal e a sensação é de que o tempo não voa mais como antes, o que pode ser bom tendo em vista as velhas reclamações com relação a escassez de tempo. É impressionante o conforto que a vida conectada nos proporciona, coisas que a gente só se dá conta quando fica sem. Ontem eu tive que cozinhar e, esperar o tempo do macarrão ficar pronto, foi um suplício. Liguei na rádio e tava passando a voz do Brasil, o pendrive disponível (que não era meu) tinha uma grande variedade de CDS de um artista só: Wesley Safadão. Nada contra o cara ou quem curte, eu posso até me divertir ouvindo em algumas situações bem específicas, mas não é nem de longe o meu estilo de música favorito. Nada como o DEEZER que conhece os meus gostos musicais pra cada hora da vida. 

Fora os hábitos que a gente cria, inclui na rotina e nem percebe. Como iria dormir sem antes ver as novidades no snapchat? E o que eu iria fazer ao acordar e não abrir o instagram? E, falando nele, como vou tirar fotos pra alimentá-lo? A coluna nova do blog que inauguraria essa semana, como vou fazer fotos? A vida não tava fácil e a culpa era toda minha. No desespero cogitei até voltar para o facebook pra tentar estabelecer contato com as pessoas da terra, porque ficar sem celular é bem isso mesmo, uma sensação de distanciamento tão estranha que é como se você não participasse do mundo. 



Hoje foi um dia difícil mas foi menos do que ontem. Ainda devo ter tateado a cama (ou escrivaninha) automaticamente em busca do meu celular, entre uma atividade e outra, mais ou menos umas 3 vezes, enquanto ontem, eu nem saberia dizer quantas vezes isso aconteceu. A vida é outra, realmente. Eu poderia ter comprado um celular novo (ainda que dividido em 10x), poderia ter ido novamente na assistência cobrar um posicionamento do rapaz e poderia ter usado o celular da minha mãe pra atualizar o instagram, mas optei por não fazer nada disso (ou não ainda, talvez amanhã essa atualização do insta até role). Penso que, como sempre, vou aprender coisas boas com essa situação um tanto adversa, ao menos pra mim. 


Besos,

Jessy.


sexta-feira, 8 de julho de 2016

NEWS: Armário-cápsula de inverno (adaptado) e coluna nova

Já registrei aqui as inspirações de moda que eu queria pra esse armário de inverno (ainda que eu não tenha um inverno propriamente dito) e, passado esse momento de "confusão criativa" hoje eu vim mostrar o resultado e contar pra vocês as mudanças que eu resolvi adotar dessa vez. Sim, tomei a liberdade de mudar algumas regras pra dinamizar um pouco a vida fashion, que eu estava achando monótona demais. Criar esse armário foi bem mais difícil que o anterior porque queria atender a uma vontade muito difícil de resumir: ser tudo em uma só. Meu estilo não é muito bem definido, depende do meu humor que em função da bipolaridade (não diagnosticada, ainda) muda muito. Fora que não queria usar preto e branco por obrigação, como na cápsula anterior. Dessa vez eu resolvi incluir cores, muitas mesmo, tantas que eu tô curiosa pra saber se vai funcionar ou se vou andar lançando moda exótica por aí. kkkk 



Total: 15 peças.


Total: 13 peças.

Total: 6 peças.

Total: 5 pares.


Como vocês podem perceber, a primeira mudança foi no número total de peças, de 37 do armário anterior, passei pra 39 no atual. Achei necessário esse aumento porque como não é mais tudo só preto e branco, nem todas as peças de baixo combinam com as peças de cima e, por isso, precisei ter mais opções pra fazer as combinações. Também confesso que me empolguei com as roupas novas que comprei e quis enfiar todas na cápsula pra usar logo. #ansiedade hehe

A segunda mudança foi no prazo de duração, aumentei em 1 mês o período do armário, em vez de 3 vai durar 4 meses, e ainda corre o risco de durar 5 ou até 6 meses também, depende das coisas aleatórias da vida que eu não posso prever. Comecei em 27 de junho e vou acabar em 27 de Outubro. Essa mudança achei pertinente em função da minha rotina atual (tô voltando a estudar direitinho para concursos), e como só saio aos finais de semana, achei que precisava de mais tempo para aproveitar mais combinações.

A última mudança é uma coluna que vou lançar aqui no blog chamada "Cópia autenticada", a cada 15 dias eu vou tentar copiar um look do meu painel de inspirações usando apenas as peças do armário-cápsula. A novidade maior é que convidei minha irmã pra fazer também e ela topou! Vai ser uma oportunidade de a gente se divertir um pouquinho copiando o povo descaradamente. :D

Estou feliz com o resultado, acho que consegui dinamizar mais as regras e vou conseguir colocar em prática todas as inspirações que eu planejei. 


Besos, 

Jessy.



terça-feira, 5 de julho de 2016

Minimalismo


Esses dias estive pesquisando sobre o minimalismo, busquei aprofundar as informações a respeito e resolvi fazer um compilado e publicar aqui pra vocês. Obviamente, entre uma informação e outra, vou contar historinhas da minha vida, ou nem seria eu. De todo modo, vamos começar pelo ponto de partida, por onde tudo costuma iniciar: fatos históricos.

História e conceito


O conceito de minimalismo foi inicialmente concebido no século XX, em que os artistas da época começaram a utilizar poucos elementos em suas criações, fossem em pinturas, músicas, design ou arquitetura. Criou-se a estética minimalista pra depois vir a filosofia. Só depois perceberam que essa ideia de redução poderia ser aplicada à vida, criando-se uma proposta de estilo de vida minimalista, o qual estimula as pessoas a descobrirem o que é suficiente e eliminar o resto. A ideia toda gira em torno disso mesmo, é simples, não dá trabalho nenhum pra entender. Minimalismo nada mais é do que minimalizar, reduzir ao mínimo.



Estilo de vida


É preferível que, aos poucos, as pessoas consigam aplicar o conceito em todos os campos da vida, não só levando em consideração o aspecto material mas, sobretudo, o emocional. Acredito que - claro, dando espaço para a subjetividade de cada ser humano - seja mais fácil eliminar os excessos no campo material que, por ser palpável, detemos mais o controle. É mais fácil ficar sem comprar supérfluos do que se livrar de algum tipo de emoção indesejada, por exemplo. Invariavelmente, é controlar o cartão de crédito é mais simples do que controlar essas zonas sentimentais do cérebro. Pode parecer papo de discussão com terapeuta, mas é bom que a gente reflita sobre. 

Eu lembro de, por diversas vezes na minha vida, ter dito sonoramente que odiava excessos. Antes mesmo de me dar conta de um monte de coisa e de saber qualquer coisa sobre minimalismo, sempre falava isso, geralmente me referindo ao exagero cometido por algumas pessoas e enfatizando a busca pelo equilíbrio. Claro que poderia soar muito incoerente pra algumas pessoas pois - entra de novo a subjetividade dos julgamentos de uns para com os outros - o que é excesso pra uns, pode não ser pra outros e o que é suficiente pra uns, claramente, pode não ser pra outros. A lição que podemos tirar disso é que devemos encontrar felicidade no nosso equilíbrio. Minimalismo é também reduzir o excesso de importância que damos às opiniões alheias. Os outros são apenas outros.

É necessário entender que cada um vive numa conjuntura diferente e tem graus de desapego/disposição diferentes. Toda iniciativa na busca de evolução da consciência, por menor que seja é válida, seja a pessoa que tem 67 bolsas e decidiu não comprar mais nenhuma ou a que resolveu largar tudo e viver com 57 itens essenciais como o Bogue (se tiver curiosidade sobre ele, dá uma googlada). Essa significação subjetiva deve ser respeitada. Se para alguns praticar o minimalismo significa tirar do armário a maioria das peças, pra outros pode significar deixar de lado um emprego de anos e ir em busca de um modo próprio de trabalhar com intuito de reduzir preocupações e levar uma vida menos estressante. Pode significar também trocar o carro pela bicicleta ou abandonar o smartphone. Depende do que cada um considera essencial pra vida. Não existe um padrão de atitudes, tente descobrir o que as pessoas que seguem o estilo fazem e se você seria mais feliz se adotasse alguma dessas coisas, certamente vai acabar se surpreendendo com suas descobertas.

Dez mandamentos de Bogue para ter uma vida minimalista:

1. Organize seu espaço

2. Elimine uma obrigação

3. Ande devagar

4. Remova cinco coisas da sua vida

5. Limpe sua caixa de e-mails

6. Selecione criteriosamente quem é seu amigo

7. Tome uma decisão importante

8. Passe uma hora em silêncio

9. Saia de pelo menos uma rede social na internet

10. Faça uma coisa que realmente ame




Metas de 2016 


Eu, por exemplo, já fiz algumas mudanças nos meus hábitos (e tenho planos de continuar fazendo), levando em conta essa filosofia. Desde o início do ano, quando fui escrever as metas de 2016, mesmo sem ter feito pesquisa nenhuma a respeito, apenas em virtude de uma necessidade ora latente, escrevi a meta número nove: consumir conscientemente tudo. Chegamos em julho e, me deu um desespero porque tive a velha sensação de que o ano está voando e não realizei nada. Ao revisitar a agenda tive a feliz surpresa de que eu estou no caminho certo pra conseguir realizar a maioria! Quase todas as metas envolvem de algum modo a economia de dinheiro ($$) e quem acompanha meus projetinhos sabe que eu estou evoluindo bem nesse sentido. Outras são de organização da rotina objetivando conseguir fazer tudo que eu gosto sem negligenciar as tarefas essenciais, comentei sobre isso no post passado e acho que finalmente tá rolando também, e algumas outras envolvem realizações pessoais, materiais e espirituais.

Com relação ao consumo consciente acho que a maior realização foi a criação desse blog, onde eu escrevo sobre o assunto, registro minhas evoluções e incentivo outras pessoas a mudarem a forma de pensar. Fora isso, eu tenho feito mais coisas a pé (tenho sorte de morar perto de tudo), aproveitado melhor o tempo com coisas úteis (priorização), gastado menos dinheiro com aquisição de bens materiais, prestado mais atenção na alimentação (já reduzi consideravelmente o consumo de carne vermelha) e eliminado rodízios de comida da minha vida que, na minha opinião, só servem pra pessoa comer além do que precisa, coisa que já considero um estrago.

Minimalismo e a estética da moda


Outra aplicação do minimalismo se relaciona com a moda e redução de decisões tomadas nesse sentido. Acho que todo mundo já leu sobre os maiores ícones se vestirem sempre do mesmo jeito e dentre os exemplos estão Steve Jobs, Karl Lagerfeld e Mark Zuckerberg. Esse povo importante que já precisa tomar muitas decisões importantes na vida resolveu adotar um estilo único e se vestir sempre no mesmo padrão pra não ter que decidir também sobre isso.

Hoje em dia a estética minimalista está muito em alta e consiste basicamente na utilização de cores neutras que combinam entre si, estampas discretas e poucos assessórios, aquela velha história do "menos é mais". No entanto, o minimalismo não é para todo mundo. É bom lembrar que nem todos se encontram nesse estilo e que a forma que as pessoas se vestem deve ser uma manifestação do que querem ser. A moda é livre. Ser "minimal" não pode ser um assassinato à sua personalidade, às vezes pode ser só uma fase de descobertas, nem que sirva pra descobrir que você não consegue ser minimalista.

Ao contrário do que alguns pensam, o minimalismo não é contrário à moda e tendências. A diferença é que as pessoas adeptas dessa filosofia, quando compram algo que está em alta, não pensam em usar por prazo determinado e buscam formas de aumentar a  longevidade da peça, pouco se importando se estarão "fora de moda". Por mais que tenhamos uma percepção errônea de que elementos da moda devem ser dotados de certa extravagância, a elegância reside na simplicidade. É apenas uma impressão de estilo mais limpo, que não necessariamente deve ser sem graça e também não é só usar preto e branco, embora essa combinação clássica seja uma verdadeira facilitadora de estilo, motivo pelo qual as pessoas acabam recorrendo bastante a esse truque.

Por fim, é importante saber que embora essas vertentes do minimalismo caminhem juntas, não é necessária a aplicação em sua totalidade. Uma pessoa pode ser apreciadora da estética minimalista, se vestir de tal modo e não possuir hábitos de vida minimalista. Da mesma forma, uma pessoa com visual repleto de informações de moda pode adotar outras práticas minimalistas em sua rotina.

Por enquanto é isso, espero ter contribuído minimamente (haha!) para o entendimento de vocês sobre o assunto e coloco-me à disposição no caso de dúvidas em que eu possa ajudar.

Besos,

Jessy.



sexta-feira, 1 de julho de 2016

Bate-papo: 1 de Julho - Novo Desafio - Nova rotina

Fonte: pinterest.


Sim, mal acabou o desafio dos noventa dias e já chegou 1 de Julho, dia em que estou iniciando um desafio mais ousado de passar 180 dias (6 meses) sem comprar nada supérfluo. Minhas expectativas são as melhores, fiz boas compras do que eu estava precisando (estou esperando chegar algumas coisas pra poder mostrar tudo aqui), então estou tranquila e confiante, com a sensação de que me preparei bem e que, por isso, não vou sentir falta de nada e que vou conseguir numa boa resistir às tentações que estão por vir. Vamos aguardar os próximos dias. kkkkk Autoconfiança bombando por aqui hein? #ExpectativaXrealidade

Mudando um pouco de assunto, quem em segue no Snapchat já sabe o quanto eu fico ficava reclamando da mesma coisa por lá: falta de tempo. Não estava sabendo administrar o meu tempo de uma forma que me deixasse satisfeita com o rumo da minha vida, acabava atropelando umas tarefas e me achando bem improdutiva. Eis que eu percebi que o problema foi justamente não ter organizado direitinho na planilha do excel uma rotina - viável - pra seguir, como sempre fazia. Até fiz um post muito filosófico aqui enfatizando a importância de afrouxar o nó da rotina... Cof, cof! Gente, se aquele post inspirou vocês e têm dado certo, ótimo. Mas pra mim só serviu pra eu afrouxar demais a parada e ver que eu não funciono com uma rotina aberta e que preciso SIM de horários certinhos pra conseguir me direcionar na vida. 

Momento analogia besta: sabe quando a pessoa tá com muito sono ou com muita fome e não consegue tomar uma decisão simples? Sou eu sem uma rotina certa. Pareço que tô com sono/fome, fico perdida e não consigo tomar uma decisão do tipo: ir pra academia depois do café, depois do almoço ou antes do café?. kkkkkk Tudo bem, na época do post eu estava precisando de férias mesmo e, de qualquer forma, foi útil. Mas agora estou feliz que estou conseguindo organizar minha rotina incluindo tudo que eu preciso dar atenção e priorizando, de fato, as tarefas que são mais importantes. Pretendo conseguir manter os dois posts semanais por aqui, que é uma espécie de refúgio, válvula criativa de escape ou, nada mais que, um depósito de mim. 

Acho que por ora era só isso que eu tinha pra falar, vamos começar julho com muita animação e determinação! 

Besos,

Jessy.